AGROPECUÁRIA Líderes buscam expandir conselhos de sanidade animal na região Oeste

Uma das necessidades apontadas pelo POD (Programa Oeste em Desenvolvimento) é a sanidade animal e vegetal certificada por organismos que envolvam o conjunto da sociedade organizada e tenham a chancela do poder público, através de conselhos específicos. O exemplo de Matelândia é o mais bem acabado e que serve de inspiração aos demais. Com a instalação de CSA (Conselhos de Sanidade Agropecuária), quem ganha é a cadeia produtiva da proteína, uma das principais vocações econômicas dos municípios da região.
Para ajudar o Paraná a conquistar o status de “Estado livre de aftosa sem vacinação”, O Oeste em Desenvolvimento quer criar e fortalecer os Conselhos nos 54 municípios da região. O Governo do Estado já anunciou que a última vacinação ocorrerá em novembro de 2018 e o Oeste representa uma boa fatia do setor.
Segundo dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), de 2014, a região é responsável por 50% dos bovinos, 45% dos suínos e 30% do plantel de aves do Paraná. Na região se produz 25% do leite paranaense. Embora a ausência de vacinação abra mais mercados e valorize o preço dos produtos – um dos principais objetivos das cadeias produtivas da região -, exige um controle sanitário mais rígido para a prevenção da doença.
“E é nesse ponto que os conselhos são fundamentais”, diz o vice-presidente do Programa, Elias Zydek. Ele explica que a maioria dos municípios já possui conselhos, mas precisa ser melhorada a gestão. E naqueles onde não há, será incentivada a criação ou a união nos casos de municípios menores. “Só assim, eles terão força para apoiar o cumprimento das regras sanitárias e contribuir para que o Paraná conquiste o status”, reforça.

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